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Have a Break With S.

Have a Break With S.

Fomos à descoberta dos "puffins", os pássaros que reinam em Mykines

No segundo dia da nossa viagem pelas Faroe decidimos ir de ferry até Mykines, a ilha mais ocidental do arquipélago. Apesar do nevoeiro cerrado dessa manhã e da ondulação acentuada, ao longo do trajecto foi possível ir observando inúmeras cascatas e pequenas aldeias junto à costa.

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Mykines é um local bastante isolado, onde poucas pessoas habitam. Grande parte das casas que aqui se encontram não estão ocupadas ou são usadas para alojamento local (ainda assim não nos pareceu que muita gente dormisse por lá!). Para nossa sorte, à chegada, conseguimos encontrar um café numa das típicas casinhas com telhado de erva para aquecermos um pouco (sim, "congelamos" na viagem de barco!) e bebermos um chá quente antes de iniciarmos a caminhada até ao Farol de Mykines.

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Apesar de Mykines ter este trilho bastante conhecido, o seu verdadeiro interesse relaciona-se com o facto da sua paisagem estar repleta de "puffins", os "pássaros-palhaço" ou "papagaios-do-mar".

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Confesso que depois deste dia fiquei fã da espécie e, por isso, resolvi pesquisar algumas curiosidades, que partilho de seguida:

 

1. Estas aves habitam exclusivamente no Hemisfério Norte.

2. São frequentemente chamados "pássaros-palhaço" ou "papagaios-do-mar" devido às suas cores.

3. Passam grande parte da sua vida no mar, sendo grandes nadadores. Conseguem mergulhar até uma profundidade de 60m!

4. Regressam a terra na Primavera e no Verão para acasalar. Nesta altura escavam buracos no solo ou usam antigas tocas de coelhos como "ninho".

 

5. Fêmeas e machos dividem a tarefa de chocar os ovos (habitualmente têm apenas um!) durante 40 dias.

6. Os pequenos "puffins", ou "pufflings" permanecem cerca de 45 dias no "ninho" para ganharem a sua própria independência. Depois desse período voam sozinhos em direcção ao mar, onde permanecem entre 3 a 5 anos. Após esse período regressam a terra para acasalar.

7. Alimentam-se sobretudo de pequenos peixes e, devido à forma específica do seu bico, conseguem transportar até 10 ao mesmo tempo.

8. O seu tamanho máximo é cerca de 30 cm!

9. Apesar de pequenos conseguem voar a grande velocidade (até 80Km/h), batendo as suas asas cerca de 400 vezes por minuto.

10. Os puffins tendem a escolher um "companheiro/a para a vida", que pode durar até 20 anos!  (qual será o segredo?!)

Fonte

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Já conheciamos puffins? :) Podem encontrar mais fotos desta viagem no Instagram e no Facebook.

Até breve! S.

Sørvágsvatn: o misterioso lago das Ilhas Faroe

Ainda no nosso primeiro dia pelas Ilhas Faroe resolvemos aventurar-nos, no final do dia, até Sørvágsvatn.

Este é o maior lago das ilhas e é conhecido pela ilusão óptica que cria nas fotografias tiradas a maior altitude!

Apesar de se situar apenas a 30m acima do mar, parece localizar-se a um nível muito superior. Além disso, quando visto lateralmente, parece inclinar-se para o mar. Na verdade, apenas uma pequena cascata (muitas vezes seca), faz esta ligação!

Desde a estrada principal até ao ponto que permite uma boa visualização do lago é preciso caminhar cerca de 3Km. Sendo um dos pontos turísticos mais conhecidos das Faroe, a verdade é que encontramos apenas três ou quatro pessoas durante o percurso (por oposição ao número incontável de ovelhas!). 

Aqui fica o nosso registo fotográfico da caminhada até Sørvágsvatn :)

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Podem encontrar mais fotografias desta viagem no Instagram e no Facebook.

Até breve!

:) 

Ilhas Faroe, o segredo do Atlântico

Sendo um segredo talvez devesse estar bem guardado a sete chaves e ser menos vezes revelado (como acontece diariamente nas mais variadas contas de Facebook, Instagram, YouTube, Blogs, etc.). Mas como não partilhar os cenários deslumbrantes e imponentes que se encontram nestas ilhas? A verdade é que, por muito que se tente explicar aos amigos por onde andámos e aquilo que fizemos, não há palavras que lhe façam justiça.

Assim, depois de muita ponderação (estou a brincar!), resolvemos partilhar o nosso registo fotográfico de 7 dias pelas incríveis Ilhas Faroe. 

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Dia 1

Partimos de Copenhaga em direcção às Ilhas Faroe ao final da tarde, com a Atlantic Airways. Este detalhe é muito importante, porque é a única companhia aérea que aterra nas ilhas em caso de nevoeiro. Sendo este fenómeno meteorológico extremamente frequente, a probabilidade de dar meia volta e regressar à Dinamarca é bastante grande.

 

Apesar das Ilhas Faroe serem cada vez mais populares, éramos aparentemente os únicos turistas no voo, o que suscitou alguns olhares curiosos (e alguns bem bizarros!).

Como podem imaginar, o aeroporto de Sørvágur na ilha Vágar tem dimensões bastante reduzidas e após todas as famílias faroenses dispersarem para as suas casas, vimo-nos sozinhos na estrada, de mapa na mão, em busca do nosso Airbnb às 22:30h. Convém referir que a estas horas ainda havia luz devido à latitude das ilhas.

Depois de andarmos por um pequeno caminho e saltarmos umas cancelas, lá encontramos o alojamento (foi mesmo assim, eles adoram cancelas nas Faroe!).

 

As fotos que foi possível tirar com o telemóvel na chegada (fotos com melhor qualidade mais abaixo no post!)

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Dia 2

Acordamos com uma chuva torrencial que à primeira vista ameaçava o primeiro trek que tínhamos no plano, para ver os ilhéus DrangarnirTindhólmur. É actualmente proibido percorrer este trilho sem ser organizado com o dono das terras por onde se caminha e, por isso, tínhamos encontro marcado com ele nesta manhã. 

Visto que a chuva não acalmava, a filha do senhor ofereceu-se para nos levar até à famosa cascata de Múlafossur e mais tarde veríamos a situação do trek. Assim foi:

 

Cascata de Múlafossur

Nota: para tirar esta fotografia foi necessário permanecer neste spot cerca de 1h porque o nevoeiro cerrado não permitia ver nada inicialmente. O vento forte e a chuva também não ajudaram...

Só recomendado para quem tiver grandes doses de paciência e muito tempo! :)

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Decidimos espreitar também o cimo da cascata e ficámos surpreendidos com o pequeno riacho :)

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 Sempre com supervisão... (e aqui está o porquê de tantas cancelas espalhadas pelos terrenos! )

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Depois de 2h pela aldeia de Gásaladur, como combinado, caminhámos em sentido contrário para dar início ao plano da manhã (agora já de tarde).

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Como o tempo continuava desfavorável à caminhada (que dura cerca de 5h) foi-nos proposto ir de barco até aos ilhéus. Claro que aceitamos! Chegados ao destino, fomos lá deixados durante 1h (enquanto o senhor pescava e ia buscar o neto à escola).

Apesar da alteração de planos e de algumas peripécias pelo meio (escorregar infinitas vezes pelo declive, ter águias a voar a pique em direcção às nossas cabeças), tudo valeu a pena:

 

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Drangarnir 

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Drangarnir e Tindhólmur

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Visita feita, regressamos de novo, de barco, à aldeia de Sørvágur. O que fazer a seguir? 

Um dos nossos companheiros da visita a Drangarnir ofereceu-se para nos dar boleia até ao início do trilho que nos levaria até ao lago Sørvágsvatn, conhecido pela ilusão óptica de que se inclina em direcção ao mar.

Rapidamente percebemos que nas Faroe não pode haver plano traçado e tudo funciona pelo improviso.

"Sim, vamos lá!" E assim fomos... Mais imagens ficarão para o próximo post!

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Podem ver mais fotos desta viagem no Instagram e no Facebook.

Até breve! :)

S.